Desde o ano passado, mergulhamos numa pesquisa intensa, um sonho grande, enorme e lindo. Criar um espetáculo da nossa Companhia de duas pessoas, algo Digno (claro) e "do nosso tamanho".
Duas pessoas, duas mulheres, duas interpretes que sonham, choram, atuam, dançam, cantam e criam juntas. Este processo não é apenas de montagem de um espetáculo, é também a descoberta, por uma pesquisa profunda (muita pesquisa gente, muita), de uma linguagem que nos represente igualmente, que nos desafie, nos surpreenda e acima de tudo que vem construindo e fortalecendo nossa identidade artística como grupo e individualmente.
A busca de uma forma de arte que seja híbrida é uma busca delicada, a bailarina e a atriz não vêem com os mesmos olhos, são corpos que se movem e falam de formas distintas e claro, histórias muito peculiares em si mesmas, mesmo que a semelhança quase familiar confunda quem olha de fora, combinar os dois universos é delicioso, mas não é tarefa fácil.
A bailarina, que ama as palavras, e a atriz, que ama o movimento, fomos buscando, ora de forma muito pensada, ora costurada pela intuição, caminhos as vezes bem sucedidos, outros que tomaram atalhos longos que não nos levaram aonde esperávamos.
Hoje no merecido descanso do carnaval, depois de um começo de ano de trabalho duro e diário, é com muito orgulho que vejo o espetáculo tomar forma. Ainda falta muito, faltam meios, falta material, falta ensaio, falta dinheiro... Mas não nos faltam ideias, não nos falta vontade, não nos falta coragem (às vezes falta, mas somos duas e procuramos nos revesar nessa falta).
Acima de tudo, não nos faltam amigos, A Digna é muito rica em amigos desde o seu início!
Seja por uma ideia corriqueira, seja no apoio moral, seja no apoio concreto... A Digna é fruto das amizades e hoje, um pouco antes de pedir mais ainda aos amigos (preparem-se), agradecemos aqui a todos que de alguma forma fazem parte da nossa história.
Fiquem conosco e acompanhem as doçuras dA Digna se espalhando em breve para perto de você!
Desde já obrigada!
18 de fevereiro de 2012
Quase Memória
8 de dezembro de 2011
Resumão de 2011
O ano de 2011 foi tão movimentado que nem deu tempo de publicar muita coisa por aqui.
Pensando em agregar o trabalho de gente amiga e talentosa, dedicamos nosso primeiro semestre à criação de dois novos projetos: 3Berro e ReCorte, que contaria com a presença dos amigos Vinícius Dadamo, Caio Ceragioli e Helena Miguel em cena. Infelizmente a correria da vida de nós cinco nos fez arquivar os dois bonitos projetos.
Já o segundo semestre de 2011 foi dedicado a dois projetos bem diferentes entre si.
O primeiro foi a direção de cena e coreográfica do espetáculo Tá Boa, Santa?, um remake da Família Dzi Croquettes. O espetáculo nasceu premido por necessidades estudantis (serviu a 2 matérias da UNESP cumpridas por mim e por todo o elenco) e pessoais: somos fãs incondicionais dos Dzi e achamos de fundamental importância a discussão do legado do grupo no âmbito universitário. Foram 3 meses de ensaio e muito trabalho. O resultado foi um espetáculo lindo de 50 minutos, com uma produção que não deixava a desejar se comparada às do grupo de inspiração.
O segundo projeto nascido este ano é nossa menina dos olhos atual: Quase-Memória, com dramaturgia de Victor Nóvoa. Quase-Memória dá continuidade à nossa pesquisa do hibridismo entre teatro e dança e do amálgama público/performers, e dessa vez vamos às salas de espetáculo. Queríamos muito falar de pessoas que nos inspiram a criar e a viver. Gente comum, real e fictícia, que sublima situações difíceis e amargas com doçura, criatividade e poesia. Precisávamos de uma dramaturgia que nos apoiasse em cena e quando convidamos Victor Nóvoa a escrever para nós não fazíamos ideia do quanto a poesia dele estava em consonância com o que queremos dizer em cena.
Estamos desde setembro em processo de pesquisa e ensaios, que se estenderá até março de 2012, quando a gente espera estrear. 2012 começa então com muito trabalho digno!
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